Sex., 3 de Setembro de 2010

Comunicado sobre a
Situação do País Pós-Eleições Europeias

do Movimento para a Democracia Directa – DD
15-6-2009


Os resultados das eleições europeias constituíram uma fragorosa derrota do Partido Socialista de José Sócrates e, ao mesmo tempo, um inédito crescimento relativo dos grandes partidos e subida de pequenos. Uma situação de primeiro óptimo. O Movimento para a Democracia Directa – DD (associação cívica não partidária) orgulha-se do trabalho realizado institucionalmente, e através dos seus membros durante os últimos anos, para este resultado e do seu oportuno conselho de um voto afirmativo contra o sistema corrupto.

Os resultados eleitorais mudaram a paisagem política do País. Três quartos dos eleitores votaram contra o Governo de José Sócrates. O Partido Socialista deixou de ter condições de governar.

O Movimento para a Democracia Directa – DD reclama a imediata demissão do Governo do Partido Socialista e a instituição de um governo que dê garantias de organização de eleições livres, sem repressão da liberdade de informação e de expressão (como se viu no caso ERC/TVI) e sem truques baixos, como a divulgação orquestrada de sondagens condicionadoras da opinião e a campanha para o voto branco e nulo.

Face à repressão política da livre informação e expressão e irregularidades no recenseamento o Movimento chama a atenção das forças políticas para a vantagem da supervisão e fiscalização das próximas eleições legislativas por observadores internacionais.

A Democracia Directa apela aos portugueses para que se reunam numa plataforma moral que projecte a força alternativa da mudança do poder para recuperar a democracia efectiva, erradicar a corrupção de Estado e retomar o desenvolvimento real e justo de Portugal.

Junho 15th, 2009 | António Balbino Caldeira



7 Comentários to “”

  1. webadmin Henrique diz:

    Existem, de facto, sinais preocupantes de controle dos me(r)dia, da Justiça e de todos os organismos estatais, e que fazem duvidar da isenção das próximas eleições. O Sr. Sócrates já mostrou que possui um carácter do tipo Chávez, está agarrado ao governo que nem… Vítor Constâncio ao BP! Autênticas lapas, pois pudera, a coisa rende!

    O que interessa a estes senhores que haja 680 mil desempregados em Portugal? O que interessa a estes senhores que a nossa dívida seja de 100% do PIB? O que lhes interessa o país e os ideais da democracia?

  2. F@rto! F@rto! diz:

    Plenamente de acordo. O PS não dá garantias de coisa nenhuma. Ou melhor, só garante aquilo que toda a gente já sabe: corrupção, arrogância, manipulação, “truques baixos”. E a imperdível oportunidade de aproveitar o ainda poder com intenção pouco – mas MUITO – transparente!
    DEMISSÃO JÁ!

  3. JotaB JotaB diz:

    Chegou a hora de mudança que não passa, em meu entender, pelos actuais políticos e nem mesmo pelos actuais partidos. Não acredito na possibilidade de reforma, a partir do interior dos partidos existentes, pois não vejo ninguém, voluntariamente, abrir mão do poder ou afastar-se da manjedoura do orçamento. Por isso, só acredito na mudança com uma nova política, implementada por novas pessoas. Têm que ser cidadãos comuns, conhecedores dos reais problemas do país e dispostos a servir a causa pública. Para consegui-lo, será necessário tomar medidas contrárias aos interesses instalados, passando, inevitavelmente, por medidas radicais.
    Há que decidir de que lado da trincheira vamos estar. Não pode haver campo neutro.

  4. joshuaquim joshuaquim diz:

    Análise bem no cerne do problema português com a qual estou absolutamente de acordo. Esta mensagem precisa chegar bem longe e rapidamente fertilizando as consciências de maior vigilância e conduzindo à acção cada vez mais concertada e concreta de combate ao Sistema Corrupto Português.

    Grande Abraço, António

  5. Os movimentos de cidadãos que participaram nas passadas eleições europeias e outros movimentos que os apoiaram, atacando igualmente os grandes partidos, fizeram tremer as estruturas partidárias obsoletas e “estabilizadas” socialmente. Por isso o PSD vem agora dizer que quer 2 eleições no mesmo dia; porque isso retiraria poder a estes movimentos de fazerem mais campanhas e de crescerem rapidamente… Somos uma ameaça, o que é o melhor sinal de que estamos no caminho certo. Estes partidos das maiorias agarram-se ao poder com unhas e dentes, não para defesa dos interesses dos cidadãos portugueses, mas para poderem manter as suas negociatas políticas e defender os jobs for the boys, dentro das suas estruturas do partido, já desgastadas e corroídas de caciquismo.

  6. jose rocha jose rocha diz:

    A corrupção, a intriga, a maledicência, a impunidade e a irreponsabilidade acoitou-se nos meandros do poder (civil, militar, judicial e outro indiferenciado) que mais se parece com uma inevitabilidade dos tempos modernos.
    Os partidos – autointitulados os donos da democracia – fermantam no seio seio mecanismos de militância de equação inquinada, onde os espertos, os ágeis, os habilidosos ascendam prioritariamente e bradam as epistolas da mafia, afinal a teta que os alimentou em estado de lactencia.
    Os cidadãos, em massa, resignam-se.
    Os poderes publicos estão aboletados pelo sistema.
    Os poderes civis idem.
    As autarquias não se libertam do cadastro político de onde emanam e da teia de interesses ocultos que os elegem.
    O sufrágio não é livre e menos ainda democrático.
    A constituição é puramente formal.
    A PGR é um antro de bardamerdas.
    O PR é insosso, impávido e demasiado formalista, calculista e cuidadoso.
    ….
    Não há em Portugal a cultura do contraditório.
    Nem mesmo na Imprensa: aliás costumo dizer “estou farto de ouvir as mesmas pessoas, a falarem dos mesmos assuntos à mesma hora”.

    Portugal precisa de uma Plataforma Moral e Cívica que monitorize o sistema, uma atalaia permanente que alerte para a responsabilização falecida, um sentinela que imponha o estado de direito e democrátcio conforme a CRP.

    Estranha-se, mas estranha-se mesmo, a omissão e o laxismo da Instituição Militar, cujo primeiro dever é CUMPRIR e FAZER CUMPRIR a consttuição, e perante tão qualificada omissão nada faz…

    TODOS SOMOS POUCOS.
    MAS A ESTATUA PODE FAZER-SE E VAI FAZER-SE CINZELADA A CINZELADA, DAÍ…
    QUE PARTILHE A INTENÇÃO DO AUTOR DO POST PARA QUE CADA UM DE NÓS FIQUE VIGILANTE E ARROLE A VIGILÂNCIA PORQUE TODOS QUEREMOS VIVER NUM PAÍS SAUDÁVEL E ALÉM DISSO É O MÍNIMO QUE PODEMOS FAZER PARA O LEGAR ÀS GERAÇÕES VINDOURAS MELHOR DO QUE O RECEBEMOS…

  7. Recordo que este tema da simultaneidade das eleições legislativas e autárquicas foi lançado e analisado no dia 12 de Junho no blogue Do Portugal Profundo e só depois foi tema dos media e de posição dos partidos. O Movimento propós uma posição mais cedo do que as tomadas de posição dos partidos, que são mais ou menos convenientes para a sua expectativa eleitoral.

    O argumento da separação que vários partidos apresenta tem a ver com a expectativa de militância do seu eleitorado, esperando um ganho relativo com a abstenção geral. Isto é, há partidos a quem agrada objectivamente o aumento da abstenção e crêem alcançar melhor resultados relativos com maior nível de abstenção porque os seus militantes e simpatizantes são mais entusiásticos e participantes do que os eleitores em geral.