Sex., 12 de Março de 2010
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Censura

Não sei se este Forum será o mais indicado para este tema, mas, para mim, a Democracia Directa só será possível depois de se eliminar este tipo de situações.

Vou colocar aqui um Link para o Blog Dissidências, Blog esse da autoria do Daniel Luís, Professor da Universidade do Minho.

Este homem já foi perseguido pela sua liberdade de expressão e, quando as coisas pareciam bem encaminhadas, eis que a censura voltou.

Infelizmente não é só o António que sofre consequências pela defesa da nossa liberdade de expressão.

Leiam este pedido de ajuda e tentem divulgá-lo o mais possível. O Daniel merece.

http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias/archive/2009/06/24/CENSURA-E-CENSURA-E-CENSURA_2E002E002E00_.aspx

June 28th, 2009 | martins



10 Comentários to “Censura”

  1. O.Braga O.Braga says:


    “Mais uma semana da Quaresma se passou e mais uma Playboy se publicou. Penso que, ao permitir que a Playboy saísse neste período de jejum e de abstinência, Deus quis pôr à prova as hormonas dos machos católicos. Tipo… “vejam lá se conseguem resistir a estas deliciosas amêndoas que derretem na boca e não nas mãos”.”

    Ler em :

    http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias/archive/2009/04/03/A-COELHINHA-DA-P_C100_SCOA.aspx

    Eu sou contra a censura, mas que eu saiba a UM é uma instituição privada. Pessoalmente não gosto de piadas que envolvam a fé de outros cidadãos, humor que utiliza uma pesporrência de quem se julga “superior” pelo facto de ser agnóstico ou ateu.

    Se o Daniel Luís quis fazer o papel de “shaker” político numa instituição privada, sempre pode fazer greve à porta da UM. Se eu trabalho para um patrão, das duas uma: ou sigo as orientações da empresa, ou vou-me embora. O Daniel Luís seguiu uma terceira via: levar a revolução marxista para a UM; que não se queixe.

  2. JotaLima JotaLima says:

    Em solidariedade com o dissidencias, postei no meu blogue uma crónica dele, de Abril passado, que adorei ler. Continuo a acreditar que a CENSURA não voltará ao nosso País. Somos adultos.

  3. dáanal dáanal says:

    É óbvio que esse professor tem de ser demitido.

    Não é possível ser tão pornografico e ser publico em simultâneo . Vira uma maluquice …uma vaidade ridicula .

    Agora ..tem uma coisa curiosa , ele diz que está nervoso porque vai perder o sustento ! e não deixa de ser curioso ..como uma pessoa que quase é Doutor e fica com medo da vida ! E se ele tivesse a 4ª classe ?
    Nem ia sair de casa?
    Faz-te à vida ..malandro ! A sociedade Portuguesa está cheia de malandros . Se ele tivesse gasto metade do tempo que gastou com maluquices e vaidades , no doutoramento, com certeza não estaria agora chorando baba e ranho !

    psiu ..tens a boa alternativa ..vem para junto da gente ..só tens que dar !!
    vem ! vem para o poder ! vem dar !

  4. O assunto, quanto a mim, não devia ser politizado. O próprio Daniel só tem a perder, penso, agindo à coitadinho, aqui-d’el-rei que há censura na UM. A questão deve resolver-se em tribunal. A UM pode ou não pode fazer o que faz segundo as leis em vigor? Se pode, paciência. Caso contrário deverá ter que arcar com as consequências. Quanto ao Daniel, eu também tenho blogs e escrevo sátira e sou professor numa escola pública. Se um dia me mandarem acabar com os blogs ou deixar de escrever eu pergunto-lhes onde é que eu quebrei o contrato e, se me despedirem, arranjo um advogado. Claro que talvez tenha que ir pedir esmola para viver, quem anda à chuva…

  5. martins martins says:

    Apenas em comentário a alguns dos comentários aqui colocados, devo dizer que:
    - A UM é uma Universidade Pública
    - Não é um assunto politizado
    - O nível de solidariedade aqui espelhado é reduzido
    - Espero que não nos aconteça o mesmo

  6. Caro Martins, tem razão quanto à UM ser pública. De facto, pode ler-se no site da UM:
    «A Universidade do Minho é uma universidade pública com autonomia administrativa e financeira. Foi fundada em 1973 e iniciou a sua actividade académica em 1975/76. É uma das então denominadas “Novas Universidades”, que mudaram profundamente o cenário do ensino superior Português.»
    Referi politização porque o haver censura é uma questão de regime e podia não ser o caso da UM.
    O seu esclarecimento pode ser útil para o debate. No que me toca pessoalmente, muito aborrecido ficaria, sem dúvida, que a minha opinião expressa nos meios de comunicação pudesse fazer vacilar o meu ganha-pão.
    Abraços

  7. Eu sou solidário com o Daniel.
    Acho que não se deveria discriminar as pessoas com base em actividades exteriores ao ambiente laboral, seja ele público ou privado.
    Porque os resultados que se obtêm na organização, também não são independentes daquilo que se faz no exterior.
    Uma pessoa recalcada, a quem são cortadas as “asas” à sua criatividade, não terá os mesmos resultados no local de trabalho, daquele a quem é permitido expandir a sua criatividade.
    Uma pessoa não é uma máquina, e a organização não pode aproveitar apenas o miolo e rejeitar a casca.
    E acho que a defesa do Daniel consiste precisamente em exibir a discriminação de que se sente vítima, apontando para a falta de rigor na aplicação dos critérios.
    Que tal uma estatísticazinha, acerca da duração dos estágios nessa, e noutras Universidades?
    Ele há doutorandos que fazem do doutoramento um autêntico modo de vida, e também os há que nunca fizeram outra coisa na vida senão doutoramentos.

  8. António António says:

    O que quer que diga, não pode sofrer na vida profissional por causa da sua opinião político, religiosa ou outra. E eu nem concordo com a gracinha religiosa…

  9. Orlando Orlando says:

    Eu estava convencido de que a UM era uma instituição de direito privado. Contudo, acho que se está a confundir “política” com coisas que não têm a ver com política.

    Uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa é liberdade para poder insultar à vontade a sensibilidade de milhões de pessoas religiosas; isto já não é política. E mais grave é vindo de alguém que deveria ter alguma responsabilidade objectiva pelos seus actos.

    Existem artigos do Daniel Luís que roçam a ilegalidade conforme prevista no CP e mesmo na Constituição relativamente ao respeito devido aos sentimentos religiosos do cidadão. Isso não é política porque se atacam pessoas indiscriminadamente, e não uma política ou um determinado programa político em concreto.

    Portanto, o que está em causa não é a liberdade de expressão. Quando se considera a religião como parte integrante da política, alguma coisa de profundamente errado existe da parte de quem assim pensa.

  10. [...] correcto — O. Braga @ 1:09 pm Sobre o caso “Daniel Luís”, escrevi aqui um comentário, como segue: Eu estava convencido de que a UM era uma instituição de direito [...]

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