Sex., 12 de Março de 2010
Página de entrada de Blogue do DD

As penas depenadas

Cantanhede: Operário fabril condenado a oito anos de cadeia

Rapta e viola menina

Quando ia a caminho da escola, uma menina de oito anos foi raptada, enfiada na bagageira de um automóvel e violada num local ermo por um pedófilo, que o Tribunal de Cantanhede decidiu condenar terça-feira a oito anos de cadeia.

O violador, Jaime Fernandes, 30 anos, foi condenado a quatro anos de prisão pelo crime de rapto e a seis anos e seis meses pelo crime de violação de ‘Anabela’ (nome fictício) – mas, em cúmulo jurídico, o colectivo de juízes decidiu estabelecer uma pena única de oito anos de cadeia. O operário fabril, solteiro, foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 20 mil euros à vítima e de 2500 euros aos pais.

O Tribunal de Cantanhede destacou ainda o facto de o pedófilo já andar há algum tempo a vigiar a menina, com o intuito de a atacar, antes de cometer os crimes a 6 de Novembro de 2008. Nesse dia, Jaime Fernandes abordou a criança de oito anos para “satisfazer os seus instintos libidinosos” quando ela se deslocava a pé para a escola.

Perante a resistência de ‘Anabela’, concluiu o colectivo de juízes, o operário fabril “meteu-a dentro da bagageira do seu carro” e levou-a para um sítio ermo, onde a despiu “e ordenou-lhe que se deitasse”.

De seguida, “despiu as suas calças, deitou-se em cima da vítima” e beijou-a na boca enquanto “friccionava a vagina da criança com os dedos”, lê-se no acórdão do tribunal. Depois de consumar a violação, Jaime Fernandes foi deixar ‘Anabela’ na mesma estrada onde a tinha raptado, no caminho da escola, dando-lhe cinco euros e um rebuçado “para não contar nada a ninguém” o que acontecera.

Para os pais da menina, a pena para o violador é pequena. “O tribunal devia ter uma mão mais pesada para estes casos”, salientou o pai da vítima à saída do Tribunal de Cantanhede. Na altura o caso causou alarme social em Cantanhede, ao ponto de alguns pais terem passado a levar os filhos à escola.

PORMENORES

PROFESSOR

Depois de ser largada pelo agressor, ‘Anabela’ correu para casa mas não estava lá ninguém. Foi depois para a escola e contou o sucedido a um professor, que denunciou o caso à GNR. A PJ entrou em campo e 11 horas depois deteve o operário fabril.

PROVAS

A descrição pormenorizada do suspeito e do carro que usou, feita pela vítima, permitiu aos investigadores da Polícia Judiciária fazerem a detenção. O arguido não tinha antecedentes criminais e antes de estar preso vivia em união de facto com uma mulher. Não tem filhos.

FILMES

O arguido, que assumiu o crime quando foi detido, revelou às autoridades policiais ser apreciador de filmes que tivessem crianças como protagonistas. O advogado de defesa referiu que vai analisar o acórdão e só depois decide se vai ou não recorrer.

No Correio da Manhã

COMENTÁRIO: Que justiça! Cúmulo jurídico? Que treta de penas. Que leis! Quem merecia outro castigo eram esses Srs. que aprovam estas parvoíces no Parlamento. Se fosse filha minha não ficava assim…

November 26th, 2009 | tiago



Um comentário to “As penas depenadas”

  1. Sem dúvida que o nosso Código Penal tem de ser mudado …
    as penas têm de ser mudadas, para vários tipos de crime …

    mas ESPECIALMENTE para os que envolvam crianças.

Comente aqui