Sex., 12 de Março de 2010

Arquivo de January, 2010

Cresce a utilização da internet na política

Saturday, January 30th, 2010

Cresce a utilização da internet para a relação política. Essa utilização funciona bem quando é real, interactiva e não apenas unidireccional (do candidato para o povo). Nos EUA, depois do precursor Howard Dean (em 2004), depois do sucesso de Barack Obama (em 2008), agora são também os republicanos a usar a internet com êxito.

Apesar do sistema, os representantes são forçados a descer ao povo, a ouvi-lo e a agirem em função da sua opinião.

* Imagem picada daqui.

O momento da verdade

Wednesday, January 27th, 2010

A crise financeira do Estado, e a crise económica associada, estão a provocar um desafio sobre o poder sistémico que este não consegue resolver. Isto é, a manipulação estatística e a simulação de medidas políticas já não são aceites pelas instituições internacionais de controlo e de avaliação. Portanto, estamos a entrar num terreno e momento decisivo: o terreno da verdade, nua e crua.

Esta também é a oportunidade para a organização da indignação, congregando os descontentes para uma resposta firme. Não pode haver recuperação moral, social e cultural, assente na mentira.

A pressão tecnológica para a reforma da democracia representativa

Sunday, January 24th, 2010

Um conjunto de textos interessante sobre a relação da política com as redes sociais, no Público, de 20-1-2010: «A política está na Internet? Está. Mas a maioria ainda não a usa bem»; «Cidadãos 2.0»; e «Os políticos e a net nas campanhas de 2009».

A migração de políticos para a net (blogues e redes sociais) é, em Portugal, na maioria dos casos, ainda utilitária e artificial. Utilitária porque é feita para transmitir mensagem em períodos de campanha eleitoral. E artificial porque não corresponde a uma vontade de interacção, que a democracia representativa até despreza depois da campanha eleitoral. Daí decorre que precisamos de democracia directa, para escolher os candidatos dos partidos em eleições primárias, promover a consulta popular mais frequente, a transparência e a prestação de contas. A projecção dos blogues e das redes sociais, novidades tecnológicas ainda recentes, continuam a explorar os avanços tecnológicos na informática e na comunicação. Não é crível que a democracia representativa resista, sem reforma no sentido da democracia directa, a esta transformação social da relação entre as pessoas.

A afirmação do senso-comum

Wednesday, January 20th, 2010

O amigo F Barros escreveu “O Colete de Forças” e embora eu esteja de todo acordo com ele, também reconheço que a mudança a que ele se refere é de uma complexidade extrema. E, paradoxalmente, é complexa porque é simples: trata-se apenas de restaurar o senso-comum na política como em todas as áreas. É preciso convencer as pessoas do valor do senso-comum e da objectividade empírica da nossa realidade. A nossa liberdade de expressão não tira o pão ao trabalhador mas tira o sono ao tirano.

De nada adiantam as revoluções, mesmo no sentido a que o F Barros se referiu, se o cidadão comum não for o dono e senhor da sua realidade e partilhá-la livremente em comunidade. O que se passa hoje é que a elite, do alto do seu palanque, diz ao cidadão qual deve ser a sua [deste] realidade e impõe o estereotipo da realidade racionalizado por ela [pela elite] ― não só nas “engenharias sociais” [que são uma forma reconvertida, travestida e mais sofisticada da velha opressão ideológica marxista sobre o indivíduo] como em praticamente todas as áreas da actividade da sociedade.

Depois da queda do formidável Estado marxista e opressor, temos desta vez a ameaça crescente do Estado-providência que, através da infantilização do cidadão e da sua irresponsabilização, trabalha para um novo tipo de opressão estatista ainda mais sofisticado através da criação de dependências múltiplas em relação ao super-estado e a vários níveis, sejam elas psicológicas, económicas, culturais, ou outras.

À medida em que o cidadão se vai deixando cair na rede das múltiplas dependências de um Estado que cresce em poder [seja o nosso, seja o de Bruxelas], vai paulatinamente perdendo a sua liberdade.

A maior ameaça ao crescimento desse super-estado que pretende infantilizar e desresponsabilizar o cidadão para lhe tomar a liberdade, tendo como objectivo transformá-lo numa marioneta, é a afirmação pública e permanente do senso-comum inerente à realidade e à experiência humanas por parte de cada cidadão, e compartilhar essas experiências e realidades individuais com toda a comunidade. E é isto que é a democracia directa: a liberdade que não prejudica o operário mas incomoda os novos aprendizes de ditador.

O colete de forças

Monday, January 18th, 2010

Os portugueses estão encerrados num colete de forças.

A partidocracia no seu esplendor já não respeita nada nem ninguém.

Pensam que são iluminados e querem convencer a sociedade disso, mas não passam de gente menor, carreiristas, yes men e oportunistas que nem vêem que estão a hipotecar as futuras gerações, a aprofundar a crise de valores e a destruir a sociedade.

Por isso rejeitaram o referendo e a discussão aprofundada sobre o problema dos homossexuais, por exemplo, por isso estão a restringir a liberdade de opinião e a perseguir abertamente e intimidatoriamente os cidadãos que ousam opôr-se à deriva totalitária.

Nesta altura do campeonato, eu acredito que só uma revolução poderá pôr termo a este estado de coisas. Sem medo da palavra, sejamos realistas: ao estado a que chegámos, isto precisa de uma grande volta.

“A revolução (do latim revolutio, “uma volta”) é uma fundamental transformação social no poder ou nas estruturas organizacionais que têm lugar num período relativamente curto de tempo.
Aristóteles descreveu dois tipos de revolução política:
1. Completa mudança de uma constituição para outra
2. Modificação de uma constituição existente.”
Fonte: Wikipedia

Revolução no sistema político e nas instituições: democracia directa, novas instituições, candidaturas independentes para o Parlamento, reforma dos partidos políticos, nova Constituição da República; igualdade de oportunidades, hierarquia do mérito e da competência, democratização do sistema educativo, judicial e da saúde.
Revolução nas mentalidades: empreendedorismo, coragem para falar e fazer, amor à Pátria; revolução na educação e no ensino, na atitude face ao trabalho, nos valores, nos princípios morais e éticos.
Revolução no sistema económico: visão, missão e projecto para o futuro de Portugal, metas ambiciosas de desenvolvimento sócio-económico, fortalecimento da estrutura produtiva do país; manter a independência nacional, tornar Portugal uma nação respeitada nacional e internacionalmente, de cidadãos livres, desenvolvidos e felizes.
O sentimento de dignidade impele-nos à acção! Com coragem e determinação porque “É a nossa luz, não a nossa escuridão, o nosso medo mais profundo”.
O caminho vai ser difícil mas temos de rasgar o colete de forças!

Democracia representativa e o desprezo do povo na negação do referendo homossexual

Friday, January 8th, 2010

A Assembleia da República perde hoje, 8 de Janeiro de 2010, a possibilidade de promover a democracia directa através de um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ainda mais quando existe, de acordo com as sondagens, uma maioria de cidadãos que se opõe a essa alteração da instituição do casamento que o PS, o Bloco de Esquerda, PC e PEV se aprestam a aprovar na Assembleia da República, hoje, dia 8-1-2010.

É nestas alturas que se compreende a obsolescência da democracia representativa e a necessidade de aplicação da democracia directa. Não se pode desprezar o povo.