Qui., 11 de Março de 2010
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A pressão tecnológica para a reforma da democracia representativa

Um conjunto de textos interessante sobre a relação da política com as redes sociais, no Público, de 20-1-2010: «A política está na Internet? Está. Mas a maioria ainda não a usa bem»; «Cidadãos 2.0»; e «Os políticos e a net nas campanhas de 2009».

A migração de políticos para a net (blogues e redes sociais) é, em Portugal, na maioria dos casos, ainda utilitária e artificial. Utilitária porque é feita para transmitir mensagem em períodos de campanha eleitoral. E artificial porque não corresponde a uma vontade de interacção, que a democracia representativa até despreza depois da campanha eleitoral. Daí decorre que precisamos de democracia directa, para escolher os candidatos dos partidos em eleições primárias, promover a consulta popular mais frequente, a transparência e a prestação de contas. A projecção dos blogues e das redes sociais, novidades tecnológicas ainda recentes, continuam a explorar os avanços tecnológicos na informática e na comunicação. Não é crível que a democracia representativa resista, sem reforma no sentido da democracia directa, a esta transformação social da relação entre as pessoas.

January 24th, 2010 | António Balbino Caldeira



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