Sex., 12 de Março de 2010

Arquivo da categoria ‘Educação’

A crise do Humanismo

Monday, July 13th, 2009

Desde 1987, tivemos os seguintes primeiros-ministros: Cavaco Silva (economista), António Guterres (engenheiro), Durão Barroso (lic. em Direito, PM por um ano e “fugiu” para Bruxelas), Santana Lopes (o dos “violinos de Chopin” e por seis meses) e José Sócrates (o engenheiro “domingueiro”). Portanto, desde 1987, pelo menos, que a área de humanísticas tem sido abandonada nas nossas universidades e liceus (ou escolas secundárias, como se chamam agora), não porque esse abandono seja propositado, mas porque um PM, como chefe de governo, define as prioridades das políticas a seguir e entre elas as políticas da educação. Depois de José Sócrates, perfila-se a probabilidade de virmos a ter como PM a Prof. Drª. Manuela Ferreira Leite (economista). Portanto, a saga do abandono das humanísticas continuará.

O abandono das humanísticas na educação e no ensino serve exclusivamente a esquerda mais radical. A avaliação ética e estética passa a ser feita exclusivamente em função de critérios políticos, e já não em termos de julgamentos em termos da definição do belo e dos chamados “universais humanos”. Os curricula passaram a ser olhados em termos ideológicos, e por exemplo a História de Portugal e da Europa passam a ser vistos como uma compilação de feitos de homens brancos já mortos e dignos de uma lição sobre patologia social.

Os “universais humanos”, que através da educação passavam de geração em geração, o estudo da literatura e das artes que formavam o cidadão na simpatia com a vida em todas as suas formas, foram substituídos pela obrigatoriedade do não-julgamento ético e estético. O ensino sempre foi um ritual de passagem da adolescência para a idade adulta; porém, o abandono das humanísticas transformou a adolescência no ritual de passagem dela para si mesma ― a adolescência passou a ser o objecto desse ritual de passagem, que tem como fim último e único a identidade de grupo. Qualquer crítica aos modelos éticos e estéticos desses grupos passa a ser ofensiva ― passou a ser proibido o exercício da crítica. Ora, isto tornou o julgamento totalmente impossível, e a extrapolação deste critério acrítico a todas as actividades sociais é uma das razões da chamada “crise de valores” a que assistimos hoje.

A essência das humanísticas é o exercício crítico. A recusa do exercício e do julgamento críticos muda a essência das humanísticas e com ela muda a própria ideia de universidade. Quando o juízo crítico é marginalizado ou proibido, não resta nada senão a política. A única forma de combater os actuais fenómenos de radicalismo na política, e de permitir a restauração de alguns valores éticos essenciais à vida social e económica, é o retorno ao ensino sistemático e valorizado das humanísticas nas escolas secundárias e nas universidades.

Educação : Informação

Monday, May 11th, 2009

Recebido por email:

Despacho n.º 9810/2009: subsídio mensal de residência de € 941,25!

Despacho n.º 9810/2009
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo
organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva,

presidente do Conselho Científico

para a Avaliação de Professores,

lugar expressamente equiparado a

director -geral, tem a sua

residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 — É atribuído ao presidente do

Conselho Científico para a Avaliação
de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um
subsídio mensal de residência no montante de € 941,25

, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de
2008.

12 de Fevereiro de 2009. — O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. — Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da
Educação.
E os professores desterrados com família?