Portas diz que o país está cansado da arrogância de Sócrates, Económico, 17-06-09
Wednesday, June 17th, 2009
Diário Económico (link): O CDS/PP apresentou hoje uma moção de censura contra o governo socialista. Para Paulo Portas, “o país cansou-se da arrogância do primeiro-ministro”. “O país cansou-se dessa arrogância e também se cansou, e muito, do excesso e propaganda e falta de autenticidade”, disse o deputado centrista na abertura do debate da moção de censura ao Governo. “O primeiro-ministro substimou a oposição. Perdeu, nas urnas, a maioria que ainda tem nesta câmara”, disse Portas, justificando a moção de censura avançada pelo seu partido com a derrota socialista nas eleições europeias do passado dia 7 de Junho. Paulo Portas sublinhou que a questão pertinente é a de saber porque é que o PS perdeu nas europeias, atribuindo o fracasso ao falhanço das políticas do Governo. Entre as políticas socialistas falhadas, o líder centrista apontou a “política sem resultados”, bem como “uma política económica que não protege o emprego”, uma “política social que não apoia as empresas”, uma “política de Educação que não apoia os estudantes e os professores”, nem o facto do governo apoiar “mais aqueles que não querem trabalhar do que os que trabalharam a vida inteira”. Portas notou ainda que o país se terá cansado “do excesso de propaganda e do défice de autoridade do Governo”, não querendo mais um Executivo que não cumpre ou faz o oposto do que promete, ou ainda avança com soluções sem eficácia, como é o caso do fundo de arrendamento imobiliário, “que depois não funciona”. O líder do CDS-PP apontou ainda as falhas de “uma equipa de governo cada vez mais desgastada”, citando o facto “da ministra da Educação não poder ver os professores”, do “ministro da Agricultura não poder ver os agricultores” ou ainda a fraca prestação do ministro da Economia Manuel Pinho, “que decretou o fim da crise no exacto momento em que ela começou”, ou ainda o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, “que até se enganou no ano” das maiores obras de infra-estruturas do país. Relativamente às crises na banca, Paulo Portas acusou o governo de não ter percebido o que se passava no Banco Português de Negócios (BPN) “por incompetência própria”.
