Qua., 10 de Março de 2010

Arquivo da categoria ‘Eleições Europeias 2009’

Portas diz que o país está cansado da arrogância de Sócrates, Económico, 17-06-09

Wednesday, June 17th, 2009

Diário Económico (link):  O CDS/PP apresentou hoje uma moção de censura contra o governo socialista. Para Paulo Portas, “o país cansou-se da arrogância do primeiro-ministro”. “O país cansou-se dessa arrogância e também se cansou, e muito, do excesso e propaganda e falta de autenticidade”, disse o deputado centrista na abertura do debate da moção de censura ao Governo. “O primeiro-ministro substimou a oposição. Perdeu, nas urnas, a maioria que ainda tem nesta câmara”, disse Portas, justificando a moção de censura avançada pelo seu partido com a derrota socialista nas eleições europeias do passado dia 7 de Junho. Paulo Portas sublinhou que a questão pertinente é a de saber porque é que o PS perdeu nas europeias, atribuindo o fracasso ao falhanço das políticas do Governo. Entre as políticas socialistas falhadas, o líder centrista apontou a “política sem resultados”, bem como “uma política económica que não protege o emprego”, uma “política social que não apoia as empresas”, uma “política de Educação que não apoia os estudantes e os professores”, nem o facto do governo apoiar “mais aqueles que não querem trabalhar do que os que trabalharam a vida inteira”. Portas notou ainda que o país se terá cansado “do excesso de propaganda e do défice de autoridade do Governo”, não querendo mais um Executivo que não cumpre ou faz o oposto do que promete, ou ainda avança com soluções sem eficácia, como é o caso do fundo de arrendamento imobiliário, “que depois não funciona”. O líder do CDS-PP apontou ainda as falhas de “uma equipa de governo cada vez mais desgastada”, citando o facto “da ministra da Educação não poder ver os professores”, do “ministro da Agricultura não poder ver os agricultores” ou ainda a fraca prestação do ministro da Economia Manuel Pinho, “que decretou o fim da crise no exacto momento em que ela começou”, ou ainda o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, “que até se enganou no ano” das maiores obras de infra-estruturas do país. Relativamente às crises na banca, Paulo Portas acusou o governo de não ter percebido o que se passava no Banco Português de Negócios (BPN) “por incompetência própria”.

Sondagens: CDS-PP pede audiência com Cavaco Silva, Diário Digital, 11-06-09

Thursday, June 11th, 2009

Diário Digital (link): Sondagens: CDS-PP pede audiência com Cavaco Silva. O líder do CDS-PP, Paulo Portas, revelou esta quinta-feira que pediu uma audiência ao Presidente da República para falar do problema das sondagens feitas para as eleições europeias. As eleições europeias foram «uma viciação da vontade eleitoral», crítica Paulo Portas que falou aos jornalistas durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura. O presidente do CDS-PP sublinha a importância de falar com Cavaco Silva, pois o «erro não foi só» sobre o seu partido. «As sondagens publicadas foram uma viciação da vontade eleitoral, diziam que o PS ganhava, perdeu, diziam que o CDS morria e o CDS cresceu, não é aceitável que isto se repita nas legislativas», revela Paulo Portas. O deputado e líder do CDS-PP acrescentou ainda que todos têm «direito a ter uma informação verdadeira e a sondagens que sejam cientificamente bem feitas».

Jerónimo condena «falta de rigor» de algumas sondagens, Diário digital, 9-06-09

Tuesday, June 9th, 2009

Diário Digital (link): O PCP congratulou-se hoje pelo «importante progresso eleitoral» alcançado nas eleições para o Parlamento Europeu mas condenou a «falta de rigor» de algumas sondagens que desvalorizaram o resultado da CDU em detrimento da promoção de outras candidaturas. A falta de rigor, mesmo no plano científico, coloca as questões já num outro foro que é o do plano político», considerou o secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa.

Victory for Europe’s centre-right, FT, 7-06-2009

Monday, June 8th, 2009

Financial Times (link): Europe’s centre-right parties on Monday celebrated a resounding election victory that underlined the resilience of the European model of welfare state capitalism in the face of the worst recession since the 1930s. The centre-right emerged as the clear winner in elections to the European parliament, taking 263 seats in the 736-seat assembly, compared with 163 for socialists, 80 for centrist liberals and 52 for the Greens, according to provisional figures. A strong showing for nationalists and the far right in countries such as Austria, Hungary, the Netherlands and the UK will not prevent the centre-right and other mainstream parties from maintaining their dominance of the parliament. “Overall, the results are an undeniable victory for those parties and candidates that support the European project and want to see the European Union delivering policy responses to their everyday concerns,” said José Manuel Barroso, the European Commission president, whose chances of securing a second five-year term were boosted by the results.

Conservadores renovam maioria num Parlamento Europeu mais extremado e eurocéptico, Negócios, 7-06-2009

Monday, June 8th, 2009

Jornal de Negócios (link): Com a Europa a atravessar a mais grave recessão desde a segunda guerra mundial, o eleitorado parece ter “guinado” ainda mais à direita, e o resultado é que o Parlamento Europeu vai continuar a ser pintado sobretudo do “azul” da família de centro-direita do Partido Popular Europeu (PPE). De acordo projecções provisórias avançadas pelo próprio Parlamento Europeu, o PPE – no qual se inseriram na última legislatura os eurodeputados do PSD e do CDS-PP – deverá conquistar entre 263 e 273 dos 736 assentos, acima do esperado. Até agora, o PPE ocupava 288 dos até agora 783 assentos em Estrasburgo. Ou seja, a família europeia de centro -direita deverá manter sensivelmente inalterada a sua força relativa em Estrasburgo, em torno de 36,5%, o que indicia que boa parte dos seus Governos conseguiram escapar a um “cartão amarelo” do eleitorado, não obstante a crise. Esta dinâmica de “resistência azul” deve-se, em boa medida, à vitória arrecada pelos partidos conservadores, no poder, em quatro grandes países – França, Alemanha, Itália e Polónia – e ao crescimento da oposição de partidos da família do PPE em Espanha e no Reino Unido, onde os socialistas foram duramente castigados pelo eleitorado – à semelhança do que sucedeu em Portugal. Onde os socialistas parecem ter arrecadaram uma vitória invulgarmente folgada foi na Grécia, com o Pasok a ultrapassar a Nova Democracia, no poder. Feitas as contas, o Partido Socialista Europeu (PSE) deverá ter sido mesmo a formação europeia mais castigada. As primeiras projecções apontam para que obtivessem entre 155 e 165 lugares. A confirmar-se o valor mínimo deste intervalo, o PSE passa a deter 21% dos votos no novo hemiciclo, que compara com quase 28% na legislatura anterior.

Conservadores vencem nos principais países em eleições europeias, Globo, 7-06-2009

Monday, June 8th, 2009

Globo (link): O grupo conservador Partido Popular Europeu-Democratas Europeus (PPE-DE) voltará a ser a principal força do Parlamento Europeu, após sua vitória hoje nos países mais populosos da União Europeia (UE) em eleições nas quais grupos minoritários registraram um importante crescimento. Segundo os primeiros resultados oficiais, os partidos conservadores e de centro-direita se impuseram em países como Alemanha, França, Itália, Espanha e Polônia, e sua vitória também é esperada no Reino Unido.Na Alemanha, a União Democrata-Cristã (CDU) junto com sua ala bávara, União Social-Cristã (CSU), alcançou 38,6% dos votos, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), com 20,8%, repetindo a derrota das eleições europeias anteriores, cinco anos atrás. Na França, a União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, venceu com 27,4% dos votos, seguida do Partido Socialista (PS), com 16,96%, e do Europe Ecologie, com 15,02%, segundo dados oficiais provisórios. Já na Itália, o partido Povo da Liberdade (PDL), liderado pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deve vencer com entre 39% e 43% dos votos, segundo pesquisa da empresa IPR Marketing para o jornal “La Repubblica”. De acordo com o levantamento, o Partido Democrata (PD), o principal da oposição, aparece em segundo lugar com entre 27% e 31% da preferência do eleitorado. Na Espanha, o conservador Partido Popular (PP), o principal da oposição no país, venceu com 42,03% dos votos, contra o governamental Partido Socialista (PSOE), que obteve 38,66%, segundo dados oficiais. Após 88,49% das urnas apuradas na Espanha, o PP obtém 23 cadeiras na câmara europeia, enquanto que o PSOE fica com 21 deputados. Por fim, na Polônia, o partido liberal Plataforma Cidadã (PO), liderado pelo primeiro-ministro do país, Donald Tusk, deve conquistar uma ampla vitória, de acordo com uma pesquisa divulgada pela rede pública de televisão “TVP”. O PO tem 54,4% dos votos, enquanto o Partido Camponês (PSL), que forma coalizão de Governo com os liberais, aparece só na quarta posição, com 6%.

Europe leans right as voters choose EU Parliament, AP, 7-06-2009

Sunday, June 7th, 2009

Associated Press (link): Europe was leaning to the right Sunday as tens of millions of people voted in European Parliament elections, with conservative parties favored in many countries against a backdrop of economic crisis. Opinion polling showed right-leaning governments with edges over their opposition in Germany, Italy, France, Belgium and elsewhere. Conservative opposition parties were tied or ahead in Britain, Spain and some smaller countries. “It is a paradox, really. It shows how divided the center-left forces are at the moment. Normally sitting governments are punished at European elections,” said Jackie Davis, an analyst at the European Policy Centre in Brussels. Polls ahead of Sunday’s vote showed German Chancellor Angela Merkel’s conservative Christian Democrats leading the center-left Social Democrats in Germany, which holds national elections in September. Merkel hopes to form a center-right government after the national vote with the pro-business Free Democrats. In France, President Nicolas Sarkozy’s conservative UMP party has steadily held the lead in polls, with the Socialist Party second. Italian Premier Silvio Berlusconi’s Freedom People’s Party held a two-digit lead over his main center-left rival in the most recent polling despite a deep recession and a scandal over allegations he had an inappropriate relationship with an 18-year-old model. Analysts saw Berlusconi’s tough stance against illegal immigration as a vote getter. In Britain, dissident Labour legislators said a plot to oust Prime Minister Gordon Brown could accelerate after the party’s expected dismal results in the European elections are announced. Opponents say the Labour leader has been so tainted by the economic crisis and a scandal over lawmakers’ expenses that the opposition Conservatives are virtually guaranteed to win the next national election, which must be called by June 2010.

PME apelam ao voto em todos, menos no PS de Sócrates, Negócios, 1-06-2009

Monday, June 1st, 2009

Jornal de Negócios (link): A Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas exorta os seus associados a não votarem na candidatura socialista ao Parlamento Europeu. Votem em todos, menos no partido do Governo , sugeriu o responsável associativo. Os empresários de pequena e média dimensão pediram “um cartão vermelho” ao Executivo de José Sócrates pela quebra de promessas, exemplificando com o objectivo falhado de criar 300 mil empregos e com o aumento da carga fiscal sobre as PME. “Não só aumentou, com se lançou ferozmente contra elas, conduzindo-as à descapitalização, ao encerramento, à insolvência e à devassa pública”, lê-se no comunicado que saiu de uma reunião da direcção, no domingo. Citado pela Lusa, o presidente da Associação Nacional das PME, Fernando Augusto Morais, disse que esta é “a altura ideal para dizer que o Governo não pode fazer propostas e depois não cumprir”. E não deixou dúvidas sobre a orientação dos associados, nomeando o adversário a “castigar”. “Votem em todos, menos no partido do Governo, porque este quebrou promessas”, resumiu.

Sócrates não esclarece se usou avião do Estado espanhol para ir a comício do PS, Público, 29-05-2009

Friday, May 29th, 2009

Público (link): O gabinete de José Sócrates não esclareceu como regressou sábado a Portugal o líder do PS para participar no comício em Coimbra com o seu homólogo espanhol, José Luis Zapatero, depois de ter participado num congresso do PSOE em Valência, noticia hoje o semanário “Sol”. A dúvida coloca-se porque José Luís Zapatero viajou de Valência para Coimbra num Falcon da Força Aérea espanhola e está a ser por isso muito criticado em Espanha. Em resposta ao “Sol”, o gabinete de José Sócrates apenas disse que Sócrates “não usou nenhum meio do Estado português nas suas deslocações”. E garantiu que o líder do PS seguiu para Madrid num voo da TAP, na noite de sexta-feira.

European election: Brussels braces for big protest vote, Guardian, 19-05-2009

Wednesday, May 20th, 2009

Guardian (link): Extremists stand to gain seats in the Brussels parliament as a result of voter apathy and anger over the economic crisis. The EU’s credibility and legitimacy look set to suffer next month when its sole exercise in direct democracy is expected to see voters spurn the ballot boxes in record numbers or vote increasingly for extremists, mavericks and populists. But the ballot looks more likely to turn into an unruly protest engulfing Europe’s elites, producing an angrier parliament more hostile to Brussels. From the UK to Portugal, from Romania to Denmark, fringe parties and extremists are likely to gain seats at the expense of mainstream parties as voters vent their anger over financial meltdown, rising unemployment and perceived corruption among the governing classes. “You’ll see a lot of protest voters in Europe and a lot of apathy towards political elites,” said Sara Hagemann, a Danish analyst at the European Policy Centre in Brussels. “The low turnout means that those who do vote have very strong opinions. That will bring in more extremist politicians.” The main protest seems likely to be one of apathy, as voters shun ballot booths and the election attracts the lowest turnout in the 30 years since voting was launched for the European parliament. “The risk of abstention is that it allows eurosceptics and extremists to take over our debate and our ­future,” José Manuel Barroso, the European commission president, warned last week. A Eurobarometer poll predicts a turnout of 34%, 10 points down on the participation rate in 2004.