Qui., 11 de Março de 2010

Arquivo da categoria ‘Eleições Legislativas 2009’

Augusto Santos Silva foi o pior ministro da Comunicação Social desde o 25 de Abril, diz Balsemão, Públic, 21-09-09

Monday, September 21st, 2009

Público (link): O fundador do Expresso não tem dúvidas: este Governo seguiu uma estratégia para debilitar e enfraquecer os grupos privados. E o ministro responsável nunca compreendeu nem quis compreender os problemas da comunicação social numa época de rápidas mudanças. O presidente do maior grupo privado de comunicação social ainda se considera um jornalista. Francisco Pinto Balsemão, com quem nos encontrámos a semana passada na sede da Impresa, está à cabeça de um pequeno império que inclui o Expresso e a SIC – os dois projectos a que sempre esteve mais ligado – mas também revistas como a Visão, a Caras ou a Activa ou serviços na Internet. “Reformar-me?”, atira-nos, malicioso, quando lhe perguntamos se um dia deixará a liderança do seu grupo. “Tenciono trabalhar até morrer – e isto se eu morrer, como costumava dizer o meu amigo Roberto Marinho” (da TV Globo). Passada a barreira dos 70 anos, mantém o gosto pelas discussões sobre o futuro do jornalismo, mostrando estar atento às novas tendências. A Impresa tem uma posição central no sector da comunicação social, mas há analistas que consideram que lhe faltam capitais próprios. É verdade? Definimos uma rota e estamos a segui-la, pelo que até já apresentámos resultados positivos no segundo trimestre e, nas previsões que estão publicadas, contamos chegar ao fi m do ano – deste ano terrível –, com resultados positivos. Isso será possível porque tomámos medidas de contingência a tempo, faz agora já mais de um ano, e por isso conseguimos ter um orçamento para 2009 realista e que está a ser cumprido. Os analistas têm dito que um dos pontos fracos do seu grupo é a existência de um défice de capital de cerca de 100 milhões de euros. Não sei o que é um défice de capital. Temos uma dívida que tem vindo a ser paga e temos investido. Em 2008 investimos na compra de 50 por cento da empresa das revistas e este ano investimos na compra de 40 por cento da Lisboa TV, proprietária da SIC Notícias. Vamos cumprir não só a rota definida para este ano como para os próximos anos e continuámos a investir, agora em estúdios para a SIC, um passo intermédio para a construção de instalações para o grupo todo que deverão estar concluídas em 2011, 2012. O grupo passa por um processo de reestruturação e convergência do grupo. Porquê? Começámos pela fusão das três redacções da SIC generalista, SIC Notícias e SIC online, que já estão integradas. No grupo temos hoje uma agenda comum, criámos uma bolsa de especialistas, realizamos trabalhos para os vários meios com uma única equipa de jornalistas. Por outro lado, na integração online, embora cada marca mantenha a sua personalidade, ainda há muito a fazer mas já demos muitos passos. A equipa compreendeu que isto é um negócio multimédia, que temos de produzir bons conteúdos e depois distribuí-los no maior número de plataformas diferentes. O grupo nasceu com o Expresso, um jornal em papel. Com essa evolução não se vai descaracterizar? Todos os grupos que começaram com o papel têm estão a evoluir. Parar é morrer. Num grupo como o nosso é possível ter uma parte comum e depois cada “chefe de cozinha” de cada título, ou de cada plataforma, vai às matérias-primas buscar aquilo que entende para apresentar o seu produto final. O Expresso dá o seu tratamento, a SIC outro tratamento. Não é nada complicado. Como financiar o negócio dos media quando as receitas do online são ainda tão baixas? O modelo actual ainda está muito centrado em ter mais tráfego, logo o acesso é gratuito, na esperança de ter mais publicidade. Está a demonstrar-se que isso não é possível. E julgo que a evolução, que será mais acelerada do que muita gente pensa, passará por uma parte dos conteúdos divulgados pela Net ser paga.
Murdock vai passar a cobrar o acesso aos seus conteúdos da Net…Esse exemplo é importante, pois vem do maior grupo de media do mundo. Julgo que esse é o caminho, não apenas criando sistemas de assinaturas, mas também permitindo a compra à la carte. Nada nos impede de vender a opinião do Expresso, as entrevistas da Visão, os conselhos de moda da Activa, a Quadratura do Círculo da SIC Notícias num pacote que o cliente forma ele próprio. É possível rentabilizar estes negócios quando há um operador público a disputar receitas? É difícil porque a RTP faz não só concorrência desleal às televisões como a todos os meios de comunicação, pois, ao ter publicidade, está a ficar com uma fatia de um bolo que já é pequeno. Continua, pois, a defender que a RTP não deveria ter publicidade? Sim. E que devia cumprir com rigor o contrato de concessão em matéria de programação. Os programas de entretenimento puro e duro já existem em dois canais privados, para além dos canais temáticos que já se dedicam ao entretenimento. Como avalia a relação que o Governo tem mantido com a comunicação social? Uma coisa é haver políticos com melhores ou piores relações com a comunicação social, ou que compreendem melhor ou pior o papel de cada um. Outra coisa é haver, como julgo que existiu neste Governo, um plano para enfraquecer os grupos de comunicação social privados. Se virmos o Estatuto do Jornalista, a Lei da Televisão, os poderes concedidos à ERC, a lei da concentração ou o concurso para o quinto canal, encontramos dados objectivos que permitem fundamentar a existência dessa estratégia de debilitar e enfraquecer os grupos privados. Ainda por cima o ministro que foi escolhido para esta área, Augusto Santos Silva, e já lho disse a ele, foi o pior ministro que houve desde o 25 de Abril. Nunca fez qualquer esforço para compreender os problemas, para tentar ajudar à convergência, para perceber o salto que é preciso dar, para entender as dificuldades do modelo de negócio da Internet. Se se quer uma comunicação social que funcione, que seja independente e que ajude à formação e à informação das pessoas, é necessário não só conversar, como compreender e criar incentivos. Ora isso nunca aconteceu, pelo contrário: a estratégia foi a inversa. O Governo quis fortalecer o grupo do Estado ou colocar os privados em situação de dependência? As duas coisas. Isso surtiu efeito? Se olharmos para os jornais, para a informação das televisões, acho que não surtiu efeito em termos gerais. O que não quer dizer que não tenham existido alturas em que tenha conseguido os seus objectivos. Concorda com o PS quando diz que este Governo foi o mais maltratado pela comunicação social? Todos os Governos são ao princípio demasiado bem tratados e no final demasiado maltratados. Este não foi tratado pior do que os outros. Há uma altura em que acaba o “estado de graça”, e de um momento para o outro inverte-se a situação. No caso deste Governo, boa parte do que sucedeu até se deve à sua atitude. Há ministros, como Vieira da Silva, que tiveram sempre a chamada boa imprensa, não é porque tenha mais jeito do que outros, mas porque fez uma obra que é respeitada. Os jornais não são injustos. Como interpretou o que se passou na Media Capital, com a intervenção da Prisa na decisão de acabar com o Jornal de Sexta-feira? É um puzzle do qual me faltam algumas peças e portanto não me devo pronunciar. Como jornalista, não apenas como gestor, considera que a decisão do accionista de pôr fim ao jornal de M.M.G. foi censura? Essa questão é complicada. Na Impresa meto-me muito pouco no que está para sair, mas meto-me bastante no que já saiu. Mas, daí a vantagem de ter sido jornalista, critico ou elogio de igual para igual nas reuniões semanais que faço no Expresso e na SIC. E quando falo, faço-o segundo critérios jornalísticos. No meu caso, se entendesse que esse serviço de notícias tinha defeitos jornalísticos, e teria alguns, já o teria dito. De onde vem o poder de um director de informação? O director de um jornal ou de um canal de informação, enquanto tiver a confiança da administração, terá de ter todo o poder. Se perder a confiança nele, demito-o. Mas não foi isso que se passou na TVI, porque a Prisa passou por cima do director de informação quando decidiu acabar com o jornal de M.M.G. O director de informação demitiu-se depois, em bloco com as outras chefias, não foi demitido. Foi uma forma atabalhoada de resolver o assunto? A observação é vossa. Mas digo mais: ao nomear um director de informação, é muito importante ouvir os jornalistas através do Conselho de Redacção (CR). Desde o tempo em que apresentei a Lei de Imprensa no Governo de Francisco Sá Carneiro que defendo os CR e não me importo nada que os CR tenham mais poder. Porque se o CR se opõe é porque a redacção não quer e não devo impor-lhe um director. É um disparate, não faz sentido. Prefiro mil vezes estar resguardado pelos representantes da redacção. O jornalismo é demasiado importante para haver decisões precipitadas seja de quem for, pelo que deve haver mecanismos de consulta, de ponderação, que eu sempre resguardei. As próximas eleições podem criar um impasse político?Podem, mas até pode não ser completamente negativo o facto de só haver uma maioria relativa. Para mim, só uma coisa é certa: vou votar no PSD. Sem tapar a cara da líder? Não tapo a cara a ninguém, muito menos a de Manuela Ferreira Leite, que está a fazer um bom trabalho, que tem contrastado com os outros. Já reparou que, nos debates, não tomou uma nota, nem levou dossiers, enquanto os outros iam cheios de papéis, de fotografias? Tem um rumo, está a segui-lo, esperemos que os portugueses a compreendam e a aceitem tal como ela é, pois não precisa de mudar. O contraste com o actual primeiro-ministro é positivo? Esse contraste, neste momento, valoriza Manuela Ferreira Leite.

FNSFP: Sócrates foi o pior inimigo dos funcionários públicos, Diário Digital, 14-09-09

Monday, September 14th, 2009

Diário Digital (link): A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública acusou hoje José Sócrates de ser o pior inimigo dos funcionários públicos e apelou ao primeiro-ministro que até ao final da presente legislatura revogue o sistema de avaliação (SIADAP). Uma delegação de quatro elementos da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) foi hoje à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, entregar um abaixo-assinado com 9.142 assinaturas, “recolhidas em apenas 15 dias”, com o objectivo de pedir a José Sócrates que revogue o Sistema de Avaliação de Desempenho na Administração Pública (SIADAP).

Jardim: Ferreira Leite deu «um banho» a Sócrates, Diário Digital, 13-09-09

Monday, September 14th, 2009

Diário Digital (link): O líder do PSD-M, Alberto João Jardim, disse hoje que a presidente do partido, Manuela Ferreira Leite «esteve muito bem» e «deu um banho» ao secretário-geral do PS, José Sócrates, no debate televisivo na SIC. «Eu achei que a senhora dra. Ferreira Leite deu um banho no Sócrates e até achei bem-educada demais porque o que aquele indivíduo precisava de ouvir ainda ninguém teve oportunidade de lhe dizer», comentou Jardim, à margem de uma iniciativa de campanha eleitoral à saída de uma das missas dominicais no concelho de Machico. Alberto João Jardim realçou ainda que tem tanto direito a ser deputado à Assembleia da República como José Sócrates, função que poderá vir a ocupar quando terminar o seu mandato como presidente do Governo Regional em 2011, numa resposta às críticas do líder do PS sobre a sua alegada falsa candidatura ao Parlamento. «O sr. Sócrates é candidato a primeiro-ministro e candidato a deputado, não venham cá com conversas de chachada», finalizou.

Ferreira Leite:Estado tornou-se máquina ao serviço poder, Diário Digital, 30-08-09

Sunday, August 30th, 2009

Diário Digital (link): A líder do PSD sublinhou hoje «o sabor amargo da oportunidade perdida» com que se chega ao final da legislatura, durante a qual o Estado se transformou numa máquina ao serviço do poder e se criou um ambiente de intriga. «Chegamos ao fim desta legislatura com o sabor amargo da oportunidade perdida, dos combates desgastantes e, quantas vezes, estéreis», afirmou a líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, num discurso que marca a ‘reentré’ do partido. Num discurso duro, repleto de críticas à governação socialista, Manuela Ferreira Leite criticou a transformação do Estado numa máquina ao serviço do poder, fazendo ainda alusão ao «ambiente de intriga» e à diluição de pilares da sociedade como a família e o casamento, numa clara alusão às leis aprovadas pelo PS, nomeadamente a lei do Divórcio.

PSD quer reduzir deputados de 230 para 180, Diário Digital, 27-08-09

Thursday, August 27th, 2009

Diário Digital (link): O PSD compromete-se no seu programa eleitoral a tentar aprovar a redução do número de deputados de 230 para 180, alteração que implica uma maioria de dois terços, e a apresentar um projecto de revisão constitucional. Por outro lado, os sociais-democratas prometem mais dinheiro para a cultura: «Reforçaremos os meios financeiros directa e indirectamente postos à disposição das políticas culturais, superando um notório erro da política cultural que foi seguida pelo actual Governo». «Tentaremos aprovar, como vimos fazendo há muito, a redução do número de Deputados à Assembleia da República para 180», afirma o PSD no seu documento programático, intitulado «Compromisso de Verdade», a que a agência Lusa teve acesso.

Sócrates devia ter "vergonha" das promessas que não cumpriu, Económico, 20-07-09

Sunday, July 19th, 2009

Económico (link):  presidente do PSD criticou hoje as novas promessas de apoio social anunciadas por José Sócrates. “Pois não só não tem vergonha como ainda por cima agora anuncia outras tantas promessas para depois não cumprir caso ganhe as eleições”, afirmou Manuela Ferreira Leite, que falava no decorrer na Festa de Verão do PSD de Vila Real. A líder social-democrata reagia assim ao anuncio feito ontem por José Sócrates, na qualidade de secretário-geral do PS, de que o programa eleitoral do seu partido vai incluir um novo subsídio para as famílias abaixo do limiar da pobreza e o reforço da rede de cuidados continuados. “Pois ainda o Governo não acabou esta legislatura e já está neste momento a fazer promessas e mais promessas para o próximo Governo, caso o engenheiro Sócrates ganhe as eleições”, salientou Ferreira Leite, citada pela Lusa. “Eu apenas me limito a pensar naquilo que ele disse antes das eleições e que nada fez. Porque é que eu neste momento hei-de acreditar naquilo que ele está a prometer para depois”, acrescentou.

Manuel Alegre e António Costa criticam Governo socialista, TSF, 11-07-09

Sunday, July 12th, 2009

TSF (link): O histórico socialista e o autarca de Lisboa são os protagonistas, este sábado, de duras críticas ao Governo de José Sócrates. Num artigo de opinião, publicado no semanário Expresso, Alegre afirma que é necessária uma mudança urgente do estilo, das políticas e das pessoas do PS. Em entrevista ao jornal i, António Costa culpa o ministro da Administração Interna pelo sentimento de insegurança que existe em Lisboa. Na imprensa deste sábado, Manuel Alegre e António Costa, presidente da câmara de Lisboa, tecem duras críticas ao Governo socialista de José Sócrates. No artigo de opinião, publicado no semário Expresso, Alegre afirma que é necessária uma mudança urgente no PS, não só no estilo, como também nas pessoas e políticas do partido. O histórico do PS lança um apelo a um sobressalto à esquerda antes das próximas eleições. Segundo o semanário, Manuel Alegre quer o PS, mas não o actual líder socialista, José Sócrates. Já António Costa, em entrevista ao diário i, responsabiliza o ministro da Amdministração Interna, Rui Pereira, pelo sentimento de insegurança que existe na capital. «Inadmissivel» é o adjectivo empregado por Anrónio Costa para o facto de em alguns ministérios ser permitido que os serviços funcionem como um estado dentro do próprio estado. O autarca de Lisboa reconhece que ser o «número dois» do PS não lhe serviu de muito e afirma que o Governo é desigual, isto porque, o relacionamento com as tutelas da Saúde e da Educação, muito positivo, contrasta com outros ministérios com os quais a relação tem sido má, cujos destinarários são Mário Lino e Rui Pereira. António Costa sublinha por exemplo que em Lisboa há um maior sentimento de insegurança e não compreende que a PSP tenha uma divisão de trânsito com 600 efectivos quando é competência dos munícipios fazer o policiamento de trânsito. Quanto ao seu principal adversário nas autárquicas, António Costa considera que Santana Lopes «tem um dificil problema com a realidade», e admite ter esperança num entendimento com Helena Roseta, antes das eleições a 11 de Outubro.

“Estamos acordados. Não precisamos de despertadores”, CM, 12-07-09

Sunday, July 12th, 2009

CM (link): Manuel Alegre acredita que o PS vai a tempo de vencer o PSD nas próximas legislativas mas avisou que, para tal, os socialistas devem acordar e ouvir as vozes que exigem uma mudança, não só de estilo, como de pessoas e políticas. A resposta ao apelo do histórico socialista não tardou e chegou através de José Lello: “Não precisamos de despertadores”. Mais tarde, José Sócrates também reagiu às palavras de Manuel Alegre, publicadas ontem no ‘Expresso’, e garantiu que “o PS está atento e muito empenhado na governação do País”. O líder socialista optou ainda por desvalorizar as divergências políticas com Alegre e destacou os pontos em que ambos estão de acordo: “É preciso mobilizar o PS, e é nisso que estou empenhado”. Prestes a abandonar o Parlamento, Alegre disse à Lusa que a aprovação do Código do Trabalho foi a “principal razão” para a sua saída da lista de deputados.

Sócrates tenta travar desmobilização do PS, DN, 12-07-09

Sunday, July 12th, 2009

DN (link): José Sócrates reagiu ontem a mais um artigo crítico de Manuel Alegre tentando puxá-lo em favor da mobilização do partido e da bipolarização com o PSD. Foi mais um dia de agitação interna no PS: o deputado-poeta escreveu um artigo contra os desvios de direita do PS e António Costa reafirmou críticas a alguns ministros. José Sócrates queria ter um dia sossegado com apenas um encontro com agentes culturais na agenda mas acabou a ter que responder a mais manifestações de agitação interna no PS: Manuel Alegre assinou no Expresso um artigo crítico para os desvios de direita do partido; Elisa Ferreira teve de responder no Porto aos desafios da concelhia socialista (ler página 11) e António Costa deu uma entrevista ao jornal “I” sumarizando críticas que já tinha feito ao ministro da Administração Interna (por não controlar o contingente da PSP afecto à fiscalização do trânsito) e ao ministro das Obras Públicas (por a CML ter deixado de participar na gestão do Metro). O secretário-geral do PS tentou controlar danos. Assumiu (pela enésima vez) que as suas divergências com Alegre são “conhecidas há muito” mas procurou, essencialmente, “sublinhar as concordâncias” em relação àquilo que o deputado-poeta escreveu no Expresso: “É preciso mobilizar o PS e é nisso que estou empenhado” e “a questão política fundamental das próximas eleições é a disputa entre o PS e a direita”, defendendo o PS o “Estado social” e o PSD o “Estado mínimo”. Alegre escreveu também no Expresso que “ainda é possível” ao PS vencer o PSD mas isso não acontecerá “concerteza ouvindo opiniões à direita e esquecendo a sua própria esquerda”  – uma referência implícita ao encontro de Sócrates há duas semanas com gestores como António Mexia (EDP) e António Carrapatoso (Vodafone) e ainda o advogado José Miguel Júdice. Uma crítica com o que o líder socialista não foi confrontado. O que lhe surgiu ao caminho foi o caso de Elisa Ferreira e das duplas candidaturas. Sócrates reafirmou apoiar a sua candidatura autárquica e explicou que também apoiou a sua recandidatura a eurodeputada porque isso “enriquecia a presença do PS no Parlamento Europeu”. Com as críticas de António Costa não foi confrontado. No Porto, entretanto, Francisco Louçã tentou explorar o artigo de Alegre a favor das pretensões do Bloco de Esquerda (BE). “Alegre constata que há um gravíssimo problema de governabilidade no nosso país e tem razão”, disse o líder bloquista,  considerando que “há uma crise política no desastre económico que estamos a viver”. E é por isso – acrescentou – que o BE “se tem dirigido a tanta gente que já votou no PS mas que sente a irritação, o desconforto, a zanga, a desconfiança, porque conheceu o que este Governo fez contra os trabalhadores e contra a justiça na economia”. 

PS: Sócrates conta com o «partido inteiro» nas legislativas, Diário Digital, 8-07-09

Thursday, July 9th, 2009

Diário Digital (link): O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje que conta com o «partido inteiro» nas próximas legislativas, em que disse estar em causa uma questão de atitude entre o pessimismo do PSD e a «ambição» dos socialistas. «Conto com todos e com cada um de vós. Conto inteiramente com o PS, conto com o PS inteiro. Força camaradas, ânimo, coragem, vamos a isto», declarou Sócrates no final do jantar de encerramento da legislatura do Grupo Parlamentar do PS.