Qui., 9 de Setembro de 2010

ÁGORA

Ágora, agora

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O sítio do Movimento para a Democracia Directa – DD foi reformulado. Juntou-se o Blogue o Forum no corpo principal do sítio, num espaço público central a que chamámos Ágora. Este espaço funciona agora, não apenas para artigos de fundo, como acontecia anteriormente, mas para postes dos membros do Movimento. Pretendemos com esta opção revitalizar o sítio, abdicando do carácter mais solene  institucional do espaço, para uma maior frequência de informação e comentário, retornando ao debate aceso das questões nacionais, da democracia, da liberdade, da dignidade do Estado e da cidadania que tínhamos no velho blogue do Movimento.

Este sítio será o que dele fizermos. O seu vigor dependerá do número e interesse dos postes e comentários que os membros do grupo aqui fizerem e até replicarem dos blogues próprios.

Por isso, mãos à obra!

Para abrir o novo espaço, fica já aqui um tema actual: a posição de Mário Soares (entrevista à Rádio Renascença, de 22-6-2010), na ressaca da morte de Saramago, para uma política mais iberista de Portugal, com o acordo de estratégias políticas comuns e até conselhos de ministros conjuntos de Portugal e Espanha

Ao contrário, esta época de crise pode, e deve, ser uma oportunidade de recuperação moral e afirmação nacional.

* Imagem picada daqui.

Junho 23rd, 2010 | António Balbino Caldeira

«Processo Recadogate» arquivado – documentos

O Processo Recadogate foi arquivado e a decisão já transitou em julgado.

Abaixo publicam-se os dois documentos que concluem o chamado «Caso Recadogate»: o Despacho de Arquivamento, da autoria da senhora Procuradora Geral-Adjunta Dra. Isabel São Marcos, do chamado «Processo Recadogate» (Inquérito n.º 12/09.9YGLSB – Processo 468.09.OYGLSB) da 5.ª Secção do Supremo Tribunal de Justiça, por queixa apresentada ao Ministério Público pelo Movimento para a Democracia Directa – DD, datada de 7 de Abril de 2009, relativa a factos públicos e notórios de referência de alegadas pressões sobre os procuradores responsáveis pelo chamado «inquérito Freeport», Dr. Vítor Magalhães e Paes de Faria; e o Requerimento de Abertura de Instrução, da autoria do ilustre mandatário do Movimento para a Democracia Directa, Dr. Alexandre Vieira, a quem o Movimento agradece, muito reconhecido, a sua generosidade, coragem e extrema competência aplicada.

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Junho 7th, 2010 | António Balbino Caldeira

O circuito fechado da democracia representativa exclusivista

Os acontecimentos recentes relatados na imprensa sobre o provável envolvimento directo do primeiro-ministro em manobras de concentração manipuladora de órgãos da comunicação social, vêm dar razão ― se é que ainda restavam dúvidas ― a quem defende a instauração de mecanismos de democracia directa.

Desde logo porque a existência desses mecanismos de democracia directa seriam um meio de dissuasão política para eventuais atentados ao Estado de Direito a que assistimos; e depois porque esses mecanismos da democracia directa teriam a virtualidade de eliminar os resquícios culturais e políticos herdados dos totalitarismos do século XX, segundo os quais o líder político à frente do Estado é ― sempre e a todo o momento ― o resultado do acordo entre a vontade objectiva do povo e a convicção subjectiva de cada um dos membros do povo.

As eleições periódicas para o Poder representativo transformam-se, assim, numa espécie de plebiscito recorrente que é uma profissão de fé a favor de um líder (ou de uma liderança política elitista, colectiva e/ou ideológica), e não a manifestação de uma vontade própria.

Estes vícios de forma do actual Estado de Direito alimentam-se a si próprios, em circuito fechado, distanciando o cidadão das decisões que o afectam no dia-a-dia, e constituindo-se como uma tentação sistemática da liderança política para violar as regras do Estado de Direito que se invoca precisamente para se estabelecer a impunidade jurídica de quem as viola.

Fevereiro 9th, 2010 | O.Braga

A desconfiança dos mercados financeiros face ao Governo português

 

Apesar da tecnologia, a tentativa de controlo político da informação, e da simples expressão dos cidadãos, mantém-se.

Porém, os Governos não controlam toda a informação e, mais ainda, escapa-lhes, cada vez mais, o domínio de organizações independentes, que se pronunciam, por exemplo, sobre as contas públicas – como as agências de rating, que classificam o risco de crédito das empresas e dos Estados.

E, para além das agências de rating, e das instituições não-governamentais internacionais, existem… os mercados, onde o valor da taxa de juro das obrigações do tesouro de um país dependem do valor a que os compradores as querem comprar e do valor a que os vendedores as querem vender - e o risco da dívida também medido atravésa da transação livre dos chamados CDS (credit default swaps). A variação do valor da taxa de juro das obrigações do tesouro a 10 anos (Ten Year Government Bond Spreads), que se pode utilizar para conhecer a taxa de juro da dívida pública de um país (nomeadamente, Portugal) – e a avaliação, em linha, dos mercados internacionais sobre o risco da dívida portuguesa -  pode ser consultada no sítio do Financial Times (com 20 minutos de atraso): Financial Times – Bonds & Rates.

A taxa de juro das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos, era às 11:08 de 3-2-2010: 4,52%. Essa taxa está a subir, hora a hora, pela desconfiança dos mercados face ao cumprimento da dívida pública pelo Governo português, e compromete depois o valor da taxa de juro dos financiamentos internacionais dos bancos portugueses, das empresas e dos particulares.

Ora, como a análise que as agências, organizações internacionais e os mercados fazem das contas públicas não é dominável pelos governos, da forma como controlam os media, convém que os governos não se mantenham a fraude estatística da desorçamentação e da contabilidade criativa. Quando o fazem, as instituições referidas não só expõem a verdade escondida pelos governos, como ainda passam a desconfiar das contas e promessas que estes fazem. A descredibilização é fácil, mas a recuperação da credibilidade muito difícil e demorada.

Fevereiro 3rd, 2010 | António Balbino Caldeira

Cresce a utilização da internet na política

Cresce a utilização da internet para a relação política. Essa utilização funciona bem quando é real, interactiva e não apenas unidireccional (do candidato para o povo). Nos EUA, depois do precursor Howard Dean (em 2004), depois do sucesso de Barack Obama (em 2008), agora são também os republicanos a usar a internet com êxito.

Apesar do sistema, os representantes são forçados a descer ao povo, a ouvi-lo e a agirem em função da sua opinião.

* Imagem picada daqui.

Janeiro 30th, 2010 | António Balbino Caldeira

O momento da verdade

A crise financeira do Estado, e a crise económica associada, estão a provocar um desafio sobre o poder sistémico que este não consegue resolver. Isto é, a manipulação estatística e a simulação de medidas políticas já não são aceites pelas instituições internacionais de controlo e de avaliação. Portanto, estamos a entrar num terreno e momento decisivo: o terreno da verdade, nua e crua.

Esta também é a oportunidade para a organização da indignação, congregando os descontentes para uma resposta firme. Não pode haver recuperação moral, social e cultural, assente na mentira.

Janeiro 27th, 2010 | António Balbino Caldeira